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URBANO Bike elétrica é uma boa mesmo?
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As e-bikes nunca estiveram tão boas, práticas e eficientes: aproveite!

Bike elétrica

Aceite: elas vieram para ficar. Embora algumas pessoas ainda torçam o nariz para a “novidade”, basta dar uma voltinha em uma bike elétrica para abrir aquele sorriso e se convencer de que se tratam de modelos aliados do treino, da mobilidade urbana e totalmente compatíveis com quem ama pedalar.

>> OUÇA O PODCAST BIKEHUB SOBRE BIKES ELÉTRICAS!

A “moda” das e-bikes não está acontecendo à toa. Em primeiro lugar, sua qualidade melhorou muitos nos últimos anos. É até mais preciso falar hoje em “pedal assistido”, já que as novas tecnologias criam uma experiência muito similar ao pedalar tradicional, porém facilitando a transposição de subidas e obstáculos ou dando mais autonomia para o ciclista – sem alienar totalmente o esforço necessário para movê-la.

Marcelo Catalan, gerente da Specialized, gosta de enfatizar que, ao contrário da ideia de muita gente, a elétrica “não é uma bike para preguiçosos”.

A marca norte-americana, que tem investido pesado nessa linha, conta com cerca de dez modelos de e-bikes e, como as principais fabricantes do setor, também desenvolveu versões de alta performance voltadas não apenas para a mobilidade urbana, mas para o mountain bike.

Outras empresas seguem na mesma linha, incluindo as nacionais, como a E-Moving e a Caloi, que lançaram urbanas desenvolvidas aqui com componentes importados e proposta de custo-benefício mais amigável. Enquanto uma e-bike para cidade da Specialized, por exemplo, sai por R$ 26.000 (modelo Turbo Como 4.0), uma E-Moving pode variar entre R$ 4.200 e R$ 6.500.

O “PULO DO GATO” da bike elétrica

O “PULO DO GATO” das elétricas é que a maioria sequer funciona se você não pedalar. Apenas uma pequena parte dos modelos atuais tem a opção de acelerar um motor elétrico e rodar como se fosse uma moto. Em todas as outras, quanto mais você pedala, mais ela te ajuda. No caso da Specialized, Marcelo conta que a marca optou por fazer o desenvolvimento da tecnologia internamente. “O software, motor e bateria são 100% nossos.

Isso trouxe o resultado que a gente queria: a sensação de realmente estar pedalando. É andar de bike, porém se sentindo um pouco mais forte”, diz ele. “Os engenheiros são ciclistas e trabalham o algoritmo de suporte da potência imitando a pedalada natural. Por isso são modelos tão responsivos”, explica. O restante do mercado segue o mesmo padrão, com níveis de qualidade, preço e eficiência tecnológica para diversos tipos de bolsos e necessidades.

Assim as elétricas continuam mantendo a essência do que é uma bicicleta: uma máquina que, por meio do giro da pedalada, aumenta a eficiência humana no deslocamento. “O atleta de mountain bike que quer treinar acaba pedalando mais: quem sai para uma trilha de 40 km pode fazer 80km e trabalhar a técnica. Se o objetivo for se exercitar, você faz bastante esforço e roda muito mais”, explica.

E as bikes elétricas urbanas?

As urbanas seguem a mesma lógica. É possível controlar o nível de esforço, o que acaba sendo uma excelente forma de não chegar suado ao trabalho, ou ainda de conseguir ir de bike mesmo em dias de cansaço.

De modo geral, as urbanas têm menos arranque e menos torque. As elétricas vendidas no Brasil seguem a legislação nacional sobre o assunto, que estabelece que o pedal assistido não pode passar de 25 km/h ou 250W em vias urbanas. Para andar na terra com pedal assistido, não existe limite estabelecido por lei ainda.

Em ambos os casos, independentemente da velocidade em que o pedal assistido pare de funcionar, a bike pode ir mais rápido que isso por causa da força do ciclista. Em uma descida, por exemplo, ela segue sem assistência. Ou, caso a pessoa pedale forte acima da velocidade do limitador de assistência, a bike continua no ritmo que o ciclista for capaz de manter “na perna”.

Essas características têm conquistado para as e-bikes um público variado, incluindo aqueles com algum tipo de dificuldade permanente ou temporária, como uma lesão, além dos que estão retornando à atividade física depois de uma fase sedentária.

“Muitas pessoas adotam a elétrica como uma primeira etapa para depois voltar para a bike tradicional”, conta Marcelo. Idosos ou mesmo pessoas que nunca se imaginaram pedalando podem acabar tendo uma experiência prazerosa, que pesa na decisão de abraçar o esporte posteriormente.

Descubra maneiras de ir de bike para o trabalho

Bicicleta elétrica para treino

Quem treina forte também pode tirar enorme vantagem do uso específico das e-bikes. O giro extra feito em uma elétrica não interfere tanto no volume de uma planilha de treino. Um mountain biker de downhill, por exemplo, tem a opção de andar uma mountain bike elétrica em treinos técnicos e fazer mais vezes uma descida do que com um versão tradicional.

Além disso, é uma ótima ferramenta para treinos e aulas de técnica: tirando o foco do esforço físico, o ciclista pode desenvolver melhor habilidades de pilotagem e, depois, tendo dominado as manobras, repetir o mesmo percurso em uma bike tradicional.

As novas elétricas são compactas e bem mais leves que as gerações anteriores. Do ponto de vista da engenharia, os motores foram transferidos para o movimento central e as baterias estão menores, mais leves e eficientes. “A gente tem clientes que costumeiramente usam as MTBs elétricas no modo econômico e que rodam uns 80 km. Lançamos uma bateria que oferece 40% mais alcance que as anteriores. Dá para passar a semana inteira indo para o trabalho sem precisar recarregar”, conta.

Pontos importantes da bike elétrica

Há algumas desvantagens, claro. Com relação aos modelos tradicionais, as e-bikes costumam pesar entre 7 e 8 kg a mais. No caso de a bateria descarregar totalmente, ela funciona como uma bicicleta normal – porém bem mais pesada.

O próximo passo na evolução dessas bikes será, provavelmente, em relação  à autonomia. Estudos sobre motores para carros elétricos, como o Tesla, tem ajudado no desenvolvimento das versões elétricas, que devem ver suas baterias diminuírem de tamanho nos próximos, sem perda de potência.

A simplificação de componentes trouxe outra vantagem: a manutenção mais fácil. As partes elétricas que podem dar problema são o motor, bateria e o fio que faz a junção entre eles. Os consertos são similares a qualquer veículo movido bateria, como um câmbio eletrônico, por exemplo. As principais marcas já contam com aplicativos de diagnósticos que apontam diretamente o que está errado e ainda permitem ajustar os parâmetros do motor, fazendo-o trabalhar mais forte ou economizar para um dia em que você precisa de mais autonomia. Os demais componentes da bike seguem idênticos aos de uma tradicional.

Em resumo, é uma bike que te ajuda a passar mais tempo pedalando. Não é isso que todo mundo quer?

CONFIRA UM MINI GUIA COM AS E-BIKES VENDIDAS NO BRASIL 

Sense Impulse e-Urban 

Com rodas aro 27.5 e visual modernoso, esse modelo da marca brasileira oferece muito por um preço mais camaradas que as importadas. Seu sistema de motorização rende até 350 Wh, e a transmissão é Shimano de 8 velocidades. 

Caloi e-Vibe City Tour 

Quadro de alumínio, suspensão RockShox Paragon e motor Shimano E6002 com potência de 250 watts fazem da versão elétrica da City Tour uma magrela de alumínio versátil com 9 velocidades. O câmbio traseiro é Shimano Acera. 

Trek Dual Sport Feminina 

Feita para as mulheres, essa bike vai do asfalto para a terra sem decepcionar. Vem com um confiável sistema de transmissão Bosch, suspensão dianteira, iluminação dianteira, câmbio traseiro Shimano Deore e um visual surpreendente.

E-Moving Comfort

Essa é a E-Bike mais vendida da E-Moving, conhecida também por seus alugueis de bike. Tem aro 26, 7 marchas, quadro rebaixado e pesa aproximadamente 23Kg. Atinge em média 25 Km/h (Como manda a lei brasileira) sem te deixar na mão.

Specialized S-Works Turbo Levo 

Eis aqui a joia das mountain bikes elétricas (como o próprio preço indica). O quadro é de carbono, com motor customizado da marca, 15% menor e 11% mais leve que o modelo anterior. A bateria tem capacidade para 700 Wh e chega a 32 km/h.O câmbio traseiro é o SRAM XX1, de 11 velocidades. Um luxo.

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