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Que bike eu compro

Dicas certeiras para quem quer comprar uma magrela, seja para treinar ou pedalar na cidade

Você pensou, pensou e finalmente decidiu que é hora de comprar uma bike. Talvez tenha pedalado muito quando criança; ou talvez já esteja usando bicicletas compartilhadas e curtindo a experiência. Talvez a sua antiga esteja enferrujada demais, e deu vontade de se atualizar. Seja qual for o motivo, a magrela ideal para você está te esperando – basta acertar na escolha.

Atualmente a variedade de modelos, marcas e tipos de bike à venda pode até intimidar: há as para a estrada, trilhas, híbridas, dobráveis, gravel (quê?), com rodas de vários tamanhos… Xi, e agora?

>> OUÇA O PODCAST BIKEHUB SOBRE O CURIOSO MUNDO DAS BIKES FIXAS!

Calma: não é preciso ficar assustado! A partir de algumas perguntas simples, é possível estreitar o funil e focar nas melhores opções para seu perfil.

Pedimos dicas para um dos especialistas por trás do aplicativo brasileiro Que Bike Eu Compro?, lançado dois anos atrás com a missão de ajudar os usuários a adquirir a magrela com que tanto sonham.

Advogado, Alberto Pellegrini é consultor técnico do projeto que concebeu o app, além de ciclista de estrada, cicloativista e cofundador do clube de ciclismo Fuga. Aqui ele explica como escolher corretamente e sem confusões.

SAIBA PARA QUE VAI USÁ-LA

Existem muitos tipos de bicicleta e estilos de ciclismo, escolha o que mais se adapta aos seus objetivos

A primeira (e mais importante) pergunta é: para que você quer uma bicicleta? Cada bike é projetada para oferecer o melhor desempenho em um determinado tipo de situação. Ao preparar o conteúdo do aplicativo, Alberto identificou pelo menos 32 categorias.

Entre os principais usos estão mobilidade e esporte. Com isso, já é possível distinguir dois grandes grupos: urbanasesportivas. Geralmente as urbanas têm um custo mais amigável, com peças de qualidade intermediária, e costumam vir com alguns acessórios como pezinho de apoio, protetor de corrente (para não rasgar a roupa) e paralamas – um conjunto de características mais que suficientes para quem precisa fazer pequenos percursos pela cidade.

Já bicicletas pensadas para uso esportivo possuem características específicas para a performance em ambientes como rodovias ou mato, para citar apenas duas modalidades. Os valores dos modelos de entrada, para quem está começando, são mais acessíveis, porém as top de linha facilmente custam mais do que um carro.

QUANTO GASTAR?

Você não precisa começar com a mais barata, se estiver com dinheiro para gastar, entretanto evite comprar logo de cara o modelo mais caro, pois há chances de sua fase “biker” não durar e você encostar sua “joia” na garagem.

A partir daí, surge a próxima questão também ligada ao tipo de uso. Em que terreno você vai pedalar mais? Na terra ou no asfalto? Você vai pegar muitas subidas? Quem vive em cidades com muitos morros, ou pretende treinar em locais com bastante inclinação, precisa de mais marchas.

Um exemplo de bicicleta de engrenagem fixa: compacta e de mecânica simplificada

Por exemplo, uma bike fixa (com uma marcha só) pode ser uma excelente opção para quem vive no litoral, mas não é muito prática em cidades repletas de ladeiras (principalmente para iniciantes). Você precisa mesmo de uma mountain bike se a chance de você ir para a trilha é bem remota?

Já existem ótimos modelos feitos para centros urbanos, por isso não precisa mais pensar que uma mountain bike é a melhor opção para bairros “esburacados”, por exemplo.

E não se esqueça: mesmo em percursos off road, há variações – rodar em um estradão de terra batida exige menos do equipamento do que trilhas repletas de descidas esburacadas e valas. Converse com quem entende do assunto para tirar todas as dúvidas.

NÃO ESQUEÇA DO TAMANHO

Agora que você já pensou em que tipo de pedal quer fazer, é o momento de recordar (ou aprender) uma informação essencial: bicicletas têm tamanho. Sua nova companheira precisa ser do tamanho adequado a seu corpo, caso contrário é pior que sapato largo ou apertado demais. 

Uma bike do tamanho errado diminui o rendimento, é desconfortável e pode causar lesões, como dores no joelho. “Existem tabelas na internet para dar uma ideia, mas a gente recomenda que a pessoa confira o tamanho exato em uma bicicletaria (mesmo que você depois prefira comprar pela Internet).

Só a altura da pessoa não é suficiente para indicar com precisão o tamanho de quadro, porém já é um ótimo ponto de partida”, explica Pellegrini. No app Que Bike Eu Compro?, por exemplo, o formulário pede logo a altura do usuário.

“Essa informação dá uma pista do tamanho do aro apropriado”, diz o especialista. Uma pessoa muito baixinha pode não pedalar bem com uma mountain bike de aro 29, sendo mais indicado um modelo similar com aro 27.

BIKEFIT

Se você tem uma bicicleta no tamanho aproximado ao ideal – como aquela que era do seu pai ou uma usada encostada na garagem –, alguns ajustes podem deixá-la melhor sem a necessidade de gastar muito.

Aí entra o bike fit, que nada mais é do que ajustar a bicicleta para as dimensões do ciclista. Em um bike fit, as alterações mais comuns são altura do selim, inclinação do guidão e tamanho da mesa.

Peça ajuda em sua bicicletaria de confiança e ouça seu corpo: é normal ao começar a pedalar sentir uma leve dorzinha muscular temporária, mas dor articular ou do tipo que não passa é sinal de alerta – algo provavelmente precisa ser ajustado.


TENHA BOM SENSO

Existem fatores subjetivos em uma compra como essa. Atire o primeiro pedal quem nunca se encantou com um detalhe como a cor da bicicleta ou se empolgou com a bike de um amigo e quis uma igual. “Aí entra o poder do bom senso.

O algoritmo não dá conta dessa parte, mas a gente tenta aconselhar com esclarecimento”, explica Pellegrini. “A pessoa precisa entender o que realmente precisa.” Em outras palavras, não se afobe. Pense na ampla variedade de bicicletas no mercado como uma chance de achar seu par perfeito.

Uma boa dica é fazer “test-ride” das opções que achar mais interessantes. Existem bicicletarias que te deixam dar uma voltinha no quarteirão para experiências rápidas (ou até emprestam ou alugam o modelo desejado para um teste mais longo). Converse com amigos que já pedalam, peça dicas e tente testá-las também.

FIQUE DE OLHO NAS ELÉTRICAS

Outra opção relativamente recente no mercado são as bicicletas elétricas, com pedal assistido. Elas vieram para ficar e podem ser uma excelente opção para pessoas com algum tipo de dificuldade de mobilidade temporária ou permanente, como uma lesão de joelho que limite o esforço ou mesmo idosos que gostariam de ter ou manter um estilo de vida mais ativo.

As elétricas também são muito úteis para quem quer se deslocar com praticidade, porém não deseja chegar suado ao destino, ou mesmo para quem está voltando aos treinos e precisa de um “empurrãozinho”. (Leia mais sobre bicicletas elétricas neste post aqui.)


NÃO QUEIRA ECONOMIZAR EM TUDO

Todo mundo quer fazer um bom negócio e obter o máximo de felicidade e satisfação pelo menor investimento. Quando se trata de uma bicicleta que será usada para entrar no mundo do pedal, ninguém precisa de uma supermáquina ultraleve com peças top de linha — entretanto qualidade faz toda a diferença.

“Uma bike ‘de supermercado’ vai trazer uma experiência bem inferior ao agradável. Tem gente que gasta R$ 100 mil em um carro, mas acha caro R$ 1.000 em uma bicicleta”, exemplifica Pellegrini.

“Com R$ 500, você não compra uma bicicleta nova que te deixe confortável. Mesmo as usadas em bom estado, que se encontram em estado bom sem precisar de uma reforma, chegarão fácil a uns R$ 1.000 ou R$ 1.500.” – complementa. 

Se estiver indeciso entre algumas opções para bater o martelo, é preferível gastar uns 20% a mais do que 20% a menos – nas bikes de entrada, de até R$ 3.000, essa diferença quase sempre equivale a um relevante salto de qualidade.


SOU MULHER, E AÍ?

Se anos atrás não era muito fácil achar bicicletas pensadas para as medidas femininas, atualmente as grandes marcas oferecem linhas inteiras dedicadas às mulheres. As dicas iniciais sobre o tamanho seguem iguais, porém outros detalhes podem melhorar bastante sua vida, como uma bike que tenha um centro de gravidade um pouco mais baixo ou um guidão proporcional à largura de ombros da ciclista.

Desde que a bicicleta esteja confortável e nas medidas corretas, quadros unissex ou originalmente masculinos seguem sendo uma opção. Ainda que seja tentador escolher por aspectos estéticos, como uma cor mais feminina ou um quadro rebaixado que pareça mais adequado, pesquise e teste antes de comprar.


BIKE NOVA NA MÃO. E AGORA?

Feita a lição de casa, você finalmente já tem sua nova magrela. Em geral, bicicletarias especializadas incluem a montagem da bike como uma cortesia na venda, e às vezes até uma revisão após um mês para checagem e primeira e regulagem de freios e câmbio.

Se você comprou a bicicleta pela internet e a recebeu em casa em uma caixa, é altamente recomendável escolher uma bicicletaria de confiança para montá-la e lubrificá-la (lembre de incluir o valor da montagem no seu orçamento).

Se tiver comprado uma bike usada ou reabilitado uma antiga, o modelo merece uma revisão bem-feita, com eventual troca de componentes desgastados para garantir a segurança. “Aproveite essa revisão e peça ajuda na bicicletaria para um bike fit básico”, aconselha Pellegrini.

EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS PARA BIKE

Não se esqueça de reservar uma parte do orçamento para os acessórios. Se você fará pedais urbanos, é recomendável comprar uma boa trava do tipo “u-lock” e um capacete – ainda que por aqui não seja obrigatório usá-lo, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.

Já quem escolheu uma bike esportiva deve pensar, além do capacete, em itens como luvas, óculos, sapatilhas e uniforme de ciclismo. Além de melhorar sua experiência, esses produtos garantem mais segurança e performance.

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