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ESTRADA/TRIATHLON Quais são as principais provas clássicas do ciclismo?
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Sem etapas, as provas clássicas do ciclismo definem seus vencedores em um só dia, sem deixar nada para amanhã.

Diferentemente das grandes voltas ciclísticas, que duram dias ou semanas e lentamente definem seus vencedores, as chamadas provas clássicas são desafios de um dia só. Seu calendário se espalha por vários países da Europa, concentradas principalmente em nações de forte história ciclística, como Itália, Bélgica e França.

“As clássicas são a essências do esporte. Nada é para amanhã, tudo se decide hoje”, diz o ciclista, comentarista e empresário Celso Anderson.

Companheiro de Celso na narração da ESPN Brasil, Renan do Couto completa: “Elas serem tão distintas entre si é outro grande barato. Cada uma é marcante por um motivo, sejam as subidas, os paralelepípedos ou até a terra da Strade Bianche”, diz, em relação à terra branca típica do percurso daquela prova.

“Para mim, a mais legal é a Paris-Roubaix, com toda a dificuldade dos paralelepípedos, as condições climáticas, a parte tática e a história de mais de 100 anos de corrida”, opina o comentarista.

As “Provas Monumento” são as mais antigas, clássicas e duras provas de um dia só no calendário do ciclismo mundial. Elas têm longas histórias e características individuais quase imutáveis. São elas a Paris-Roubaix, a Milan-San Remo, o Tour de Flandres, a Liège-Bastogne-Liège e o Giro di Lombardia.

Além destas, há outras provas muito bacanas de acompanhar.  Confira o calendário e assista!

PROVAS CLÁSSICAS DO CICLISMO

PARIS-ROUBAIX

Cena da Paris-Roubaix em 2019.

A Paris-Roubaix é uma das provas mais antigas do calendário do ciclismo, acontecendo desde 1896.  O percurso começa ao norte de Paris e termina no velódromo de Roubaix, quase na fronteira com a Bélgica – os pontos exatos de partida e chegada mudaram ao longo dos anos.

A prova é famosa por seu terreno formado pelos famosos pavés, os paralelepípedos das estradas da região – desde 1977, o vencedor da prova recebe também um simbólico paralelepípedo como parte do prêmio.

Os pavés causaram o surgimento de adaptações de quadros, rodas e pneus, que evoluíram para otimizar sua performance no terreno. Mesmo com as mudanças, muitos problemas técnicos aparecem durante a prova, e alguns ciclistas preferem não participar devido às dificuldades enfrentadas.

O percurso é duríssimo, muitas vezes chove e os participantes costumam ficar cobertos de lama e sujeira. Paris-Roubaix costuma ser chamada de “o inferno do norte”, devido às condições frequentemente extenuantes da prova.

O ultimo vencedor foi o belga Philippe Gilbert, da Deceuninck-Quick-Step, em 2019.

A Paris-Roubaix Challenge é a oportunidade que ciclistas amadores têm de desafiar os pavés, e acontece em junho, ano sim, ano não. É possível escolher entre percursos de 120km, 190 km (com todos os trechos de pavé) e os 261 km da prova official.

Este ano, devido à pandemia do novo Coronavírus, a Paris-Roubaix está programada para acontecer em 25 de outubro.

TOUR DE FLANDRES

Cena do Tour de Flandres 2019

O Tour de Flandres é uma das “provas Monumento” do ciclismo, e aconteceu pela primeira vez em 1913. É uma das provas clássicas em paralelepípedo (as cobbled classics) ou pavés, junto com a Paris-Roubaix. O Tour de Flandres foi criado como tentativa de incentivar o ciclismo na Bélgica, que estava em baixa no começo do século XX.

O Tour de Flandres é conhecido por ser uma prova estratégica, e suas muitas montanhas íngremes exigem um pedal agressivo e cheio de momentos de ataque. Muitos trechos do percurso passam por áreas rurais e povoados, sendo assim feitos de estradas estreitas, que forçam o pelotão a se enfileirar e se divider em grupos menores.

Desde 2004, acontece também a versão feminina, com um percurso mais curto, no mesmo dia que a prova masculina.

O último vencedor foi o italiano Alberto Bettiol, da EF Education First, em 2019.

Este ano, devido à crise do novo Coronavírus, o Tour de Flandres está marcado para acontecer no dia 18 de outubro.

MILAN-SAN REMO

Cena da Milan-San Remo em 2019.

A Milan-San Remo, também chamada de “Clássica da primavera” ou “La Classicissima” acontece todos os anos no noroeste da Itália e também é uma prova Monumento. Seu percurso de 298 km faz dela a mais longa das provas clássicas de um dia só.

A primeira edição da Milan – San Remo aconteceu em 1907. A ideia era traçar uma “linha reta” de Milão, capital industrial do norte italiano, a Sanremo, cidade praiana na Riviera italiana. Seu percurso mudou pouco ao longo dos anos, e os organizadores se orgulham de manter a intenção original da prova.

A Milan- San Remo é considerada a grande prova dos sprintistas, devido a seu percurso majoritariamente plano – em contrapartida, o Giro di Lombardia é considerada a clássica dos escaladores, por seu percurso montanhoso. O belga Eddy Merckx, uma das maiores lendas do ciclismo mundial, é até hoje o maior vitorioso na prova, com sete vitórias na carreira.

Devido a seu percurso quase todo plano, a prova costuma premiar atletas de resistência e equipes bem preparadas, que lutam pelo pódio em disputadas chegadas em grupo.

A versão feminina da prova, chamada de Primavera Rosa, aconteceu de 1999 a 2005, com uma distância menor do que o percurso masculino.

O último vencedor foi o francês Julian Alaphilippe, da Deceuninck-Quick-Step, em 2019. A Milan – San Remo 2020 está programada para o dia 8 de agosto.

LIÈGE-BASTOGNE-LIÈGE

Cena da Liège-Bastogne-Liège 2019

Conhecida pelos locais como “a velha senhora”, a Liège-Bastogne-Liège é a mais antiga das provas Monumento, e acontece todos os anos na região dos Ardennes belgas, ao leste do país. Ela é geralmente a última das clássicas, fechando a série nas Ardennes. É considerada uma prova duríssima, devido ao percurso exigente e à distância, de 250-260 km.

O percurso vai do norte ao sul e de volta rumo ao norte, com a segunda metade da prova marcada por muitas montanhas sucessivas de subidas íngremes. A prova é conhecida por exigir “ciclistas completos”, que sejam fortes e, ao mesmo tempo, estratégicos e calculistas.

O clima da prova varia muito, mas muitas edições ficaram famosas pelas baixas temperaturas encontradas pelo ciclistas, muitas vezes acompanhada de nevascas.

Desde 2017 acontece também a versão feminina da prova, que parte de Bastogne e faz a “segunda metade” do percurso da prova masculina.

O belga Eddy Merckx é o maior vencedor da história da prova, com cinco topos do pódio, conquistados a partir de 1969. O último vencedor foi o dinamarquês Jakob Fuglsang, da Astana.

Este ano a prova foi cancelada pela primeira vez desde a segunda guerra mundial, devido à pandemia do novo Coronavírus.

GIRO DI LOMBARDIA/IL LOMBARDIA

Cena do Giro di Lombardia em 2019

Conhecida como “a clássica do outono”, o Giro di Lombardia fecha o calendário das provas Monumento. Sua primeira edição aconteceu em 1905, e a prova só foi interrompida em dois anos, 1943 e 1944, devido à Segunda Guerra Mundial. Devido a seu percurso montanhoso, a prova é um clássico de escaladores, premiando principalmente ciclistas sprinters fortes.

O percurso do Giro di Lombardia, de cerca de 255 km, foi o mais alterado ao longo dos anos entre todas as provas Monumento. Desde 1960 a rota é marcada por seu trajeto montanhoso e variado ao longo do lago Como, no nordeste da Itália, e tem o final plano em uma das pequenas cidades ao redor do lago.

O mau tempo da região durante o outono muitas vezes tem papel decisivo na prova, favorecendo atletas que atacam cedo.

Em 2012, a prova foi rebatizada de Il Lombardia. O italiano Fausto Coppi é o maior vencedor de sua história, com cinco ouros na carreira. O último vencedor foi o holandês Bauke Mollema, da Trek-Segafredo.

Este ano, devido à pandemia do Coronavirus, a prova foi remarcada para o dia 10 de outubro.

STRADE BIANCHE

Strade Bianche, uma das mais novas provas clássicas do ciclismo
Cena da Strade Bianche em 2019

Uma das provas clássicas mais jovens, a Strade Bianche teve sua primeira edição em 2007. Trata-se de uma prova de gravel, que acontece todos os anos desde então na Toscana, na região central da Itália, com 184 km cortando montanhas. Seu nome, que quer dizer “estradas brancas”, é uma referência às estradas de terra esbranquiçada da região do Crete Senesi. Um terço da prova é em estrada de terra, com 63 km de “estradas brancas”.

O percurso da prova tem inspirações de duas outras clássicas, unindo trechos montanhosos estreitos como os do Tour de Flandres e seções em paralelepípedos que lembram os pavês da Paris-Roubaix.

Desde 2015 acontece também a prova feminina, a Strade Bianche Donne, no mesmo percurso da prova masculina mas com distâncias menores. Ambas começam e terminam em Siena.

O suíço Fabian Cancellara é o atual recordista da prova, com três vitórias. O último vencedor foi o francês Julian Alaphilippe, da Deceuninck-Quickstep, em 2019.

Tradicionalmente acontecendo em março, este ano a prova está marcada para o dia 1 de agosto de 2020.

AMSTEL GOLD RACE

Amstel Gold Race, uma das provas clássicas do ciclismo
Cena da Amstel Gold Race em 2019.

A Amstel Gold Race acontece anualmente na província de Limburg, na Holanda. É a única prova de um único dia do circuito da UCI a ser realizada no país. Desde 1989 a prova faz parte do nível mais alto de competições da UCI, atualmente sendo parte do World Tour.

Apesar de a Holanda ser um país predominantemente plano, a prova acontece na região montanhosa do sul do país. O percurso mudou várias vezes ao longo da história da prova. Desde 2017 acontece também a versão feminina da prova, que tem praticamente a mesma rota masculina.

A cervejaria holandesa Amstel é a principal patrocinadora do evento desde sua criação, em 1966 – vem daí o nome da prova.

A Amstel Gold Race é considerada uma prova complicada, por passar por áreas populosas, com muitas rotundas, lombadas e carros estacionados na rua. Por isso, quedas são comuns no percurso.

Desde 2001 também existe a categoria Cyclosportive da Amstel Gold race, em que ciclistas amadores podem competir em trajetos de 65, 100, 125, 150, 200 e 240 km, sempre terminando no mesmo ponto que a prova oficial. Esta versão amadora acontece na véspera da prova oficial.

Historicamente, a prova acontece no final de abril e é considerada a primeira prova da Semana de Ardennes (que inclui a Amstel Gold Race, a Flèche Valonne e a Liege-Bastone-Liege), no fim de semana depois da Paris-Roubaix e antes da Fleche Valonne. Este ano, porém, devido à pandemia do novo Coronavírus, a prova deve acontecer no dia 10 de outubro.

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