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CICLOTURISMO Ciclistas experientes falam quais são seus pedais favoritos na Europa
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Quer pedalar na Europa? Veja os lugares que estes ciclistas recomendam.

A Europa é um paraíso para quem gosta de pedalar. Muitos países europeus têm forte tradição ciclística, seja no ciclismo de estrada, no MTB ou no deslocamento urbano. Paisagens lindas, estrutura adequada e sinalizações claras são alguns dos diferenciais para quem pedala por lá.

>> Ouça o podcast Bikehub sobre o lançamento do canal Bikehub no You Tube, com Cícero Lourenço.

Conversamos com dois ciclistas com muita experiência em pedalar pela Europa para saber mais sobre como funcionam as coisas por lá e os melhores lugares para cada objetivo.

Cícero Lourenço é o criador da equipe Braddocks, compete e organiza viagens e eventos de ciclismo no Brasil e na Europa desde 1992. Ele também é o apresentador do canal Bikehub no You Tube, ao lado de Celso Anderson.

Anderson Zomer foi ciclista profissional da seleção brasileira na década de 90, campeão brasileiro em algumas categorias e hoje mora na Suíça – de onde aproveita para fazer pedais pela Europa sempre que pode.

Abaixo, veja o que eles sugeriram para quem pretende pedalar no velho continente.

QUAIS SÃO OS MELHORES LUGARES PARA PEDALAR NA EUROPA?

Pedal na Europa
Paisagens fantásticas são umas das vantagens de pedalar na Europa. Aqui, Cícero posa no Col de Joux Plane, na França (FOTOS: Cortesia Cícero Lourenço).

CÍCERO: Pensando em ciclismo de competição, são sempre as montanhas: Alpe d’Huez, Mont-Ventoux, Galibier, Mortirolo, Passo dello Stelvio, Monte Zoncolan, Angliru e muitas outras.

Mas há lugares que atraem muitos ciclistas pela cultura ou pela paisagem, como é o caso de Amsterdã, pela inclusão da bike na área urbana, e das cidades litorâneas da Europa, pela beleza e estrutura que torna a atividade mais segura e prazerosa.

ANDERSON: A Europa tem três países que são os queridinhos do ciclismo: a Itália, a França e a Espanha.

A Itália eu dividiria em três regiões principais: primeiro o norte, nas regiões da Lombardia, Vêneto e Trentino-Alto, próximo a Milão. Acontecem muitos gran fondos nesse lugar. O pedal entre Trento e o lago de Garda é um dos mais maravilhosos que já fiz.

Depois, a área das montanhas: uma das mais famosas é o Passo di Stelvio, com suas 60 curvas, próximo do lago Como. Também acontecem muitas provas profissionais nesta região.

E a região onde acontece a Strade Bianche, mais perto de Roma, já mais para o sul do país.

Na França obviamente os Alpes são o ponto alto, e é por lá que são decididas muitas etapas do Tour de France. São montanhas famosas no mundo do ciclismo, como o Passo do Glandon e o Passo da Madeleine, entre muitas outras.

A Espanha é o lugar que conheço menos. O que eu indico são as ilhas, como Maiorca, banhadas pelas lindas águas do Mar Mediterrâneo. As estradas passam perto do mar, por serem ilhas, o que compõe um cenário lindo para o pedal. Muitos profissionais vão para a Espanha treinar, especialmente no inverno. 

E não posso deixar de citar a Suíça, onde moro atualmente, que também tem muitos lugares incríveis onde pedalar, com estradas que passam por montanhas magníficas.

QUAIS SÃO AS ETAPAS DE PROVAS PROFISSIONAIS MAIS BACANAS??

Equipe Braddocks flagrando Chris Froome no Alpe d’Huez, no Tour de France 2015.

CÍCERO: Eu fiz o L’Étape du Tour cinco vezes, porque tenho um apego especial pela França e pelo Tour de France. É a prova que eu mais recomendo, pelo simbolismo da prova mais importante do ciclismo mundial, além de poder, numa mesma viagem: ter a experiência cultural, admirar a passagem dos atletas profissionais e ainda pedalar e se desafiar nas mesmas montanhas que eles. Há muitas outras provas neste estilo pelo mundo, inclusive no Brasil.

Elas replicam total ou parcialmente o percurso dos profissionais, às vezes até com opções mais curtas, pra quem não quer sofrer muito. São os chamados “cyclosportives” ou “granfondos”: Paris-Roubaix Challenge, Liège-Bastogne-Liège Challenge, Granfondo Lombardia, etc.

Há outros desafios bastante famosos, que não guardam relação com provas profissionais, mas que percorrem os mesmos trechos famosos. Entre eles: Maratona dles Dolomites, La Marmotte, Haute Route e Granfondo NY (franquia que também se espalhou pelo mundo).

ANDERSON: A minha sugestão para quem quer fazer uma das etapas é aproveitar a viagem de várias formas. No L’Étape du Tour, por exemplo, que é uma das mais queridas dos brasileiros, eu acho bacana vir pedalar, conhecer a região e acompanhar a etapa do Tour. É um pacote muito legal porque tem todo o clima da competição junto. Para quem curte ciclismo, é super marcante poder estar nessa vibe e acompanhar os profissionais de perto.

E PEDAIS PARA FAZER POR CONTA PRÓPRIA?

Grupo da Braddocks pedalando por Grenoble, na França.

CÍCERO: Eu indicaria os passeios urbanos pelas grandes cidades na Europa, pois a estrutura é muito boa e deixa à vontade mesmo quem não está habituado a usar a bike como transporte ou passeio mais longo.

Geralmente, há sistemas de aluguel de bikes urbanas com estações em que você destrava a bike com o celular ou cartão de crédito. Você usa num trecho e deixa a bike em qualquer estação da rede, ficando livre pra passear sem ela quando for conveniente. Bem mais fácil do que levar a própria bike até lá.

QUAIS AS CICLOVIAGENS MAIS INTERESSANTES?

Col de la Colombiere, França.

CÍCERO: Me vêm à mente dois percursos bastante conhecidos e com boa estrutura. O primeiro é a rota de Napoleão, que se inicia no litoral francês e sobe até a cidade de Grenoble, já nos alpes, repetindo os mais de 300 km do caminho que o imperador francês fez há 200 anos. É uma viagem mais exigente em função das subidas, mas o visual compensa muito.

Outro clássico é o percurso de cerca de 800km do Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Bem menos exigente fisicamente que a rota de Napoleão e com um significado especial para quem é religioso.

ANDERSON: Na França, a Região da Provence é magnifica para pedalar. Pedalei de Nice a Mônaco, subindo várias serras. É um trecho de bastante serra, não são montanhas tão altas, tão duras, mas para o cicloturismo é maravilhoso, tem muitas vinícolas e as estradas não são tão puxadas. 

VOCÊ DIRIA QUE É MELHOR IR SOZINHO OU EM GRUPO?

Pedalar em grupo é opção mais conveniente na Europa
Descansando no Château d’Uriage, em Uriage-les-Bains, na França.

CÍCERO: Cada viagem é uma viagem. Já viajei sozinho, em dupla, em casal, em grupos grandes… todas as opções foram fantásticas! Mas a viagem em grupo evoluiu muito e tem vários formatos, então mesmo para quem quer “ficar sozinho” é uma excelente opção.

Geralmente, você não precisa ficar grudado com o grupo, mesmo quando está pedalando. Isso dá um equilíbrio interessante entre ter liberdade e privacidade sem abrir mão da sua segurança e conforto.

ANDERSON: Eu particularmente não gosto muito de pedalar com outras pessoas, a não ser que seja alguém que esteja bem sincronizado com as minhas escolhas para o pedal.

Porém para quem nunca veio ou tem pouca experiência, é melhor ir em grupo. Você tem mais suporte, é mais divertido e mais simples para a primeira vez. Mas a Europa é relativamente fácil de navegar por conta própria, os países são super sinalizados e a galera respeita os ciclistas na estrada. 

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